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História da propulsão a Peróxido de Hidrogênio

O Peróxido de Hidrogênio tem sido usado em muitas aplicações relativas a geração de propulsão e forca nos últimos 70 anos.

Durante a segunda guerra mundial:

Seu primeiro e principal uso foi feito pela forca aérea alemã (German Luftwaffe) durante a 2ª Guerra Mundial, em 1936, Helmuth Walters, engenheiro alemão pioneiro na pesquisa de motores de foguetes, através de sua companhia, a Walter-Werke, desenvolveu um motor a Peróxido de Hidrogênio para o Heinkel He 176, com a potência de 1000 kgf. Este primeiro motor foi um motor de foguete com monopropelente frio usando a injeção de uma solução de permanganato de calcio como um catalizador da decomposição, sendo usado 80% de H2O2.

Imediatamente após, a mesma companhia forneceu motores de foguete a aeronave modelo Messerschmidt 163B Komet, única aeronave de combate com motor foguete que operou durante a 2ª Guerra. Este motor foi um motor bipropelente quente, 80% de H2O2 concentrado foi usado como oxidante, enquanto o combustível orgânico liquido, uma mistura chamada “C-Stoff” foi usada.
Essa mistura continha hidrato de hidrazina e o álcool metílico, o C-Stoff era hipergólico, assim nenhum outro catalizador para decomposição era necessário neste motor.

Provavelmente a aplicação mais conhecida de H2O2, durante a II guerra, foi utilizada no foguete V2, que consistia em geração de gás para o gerador da turbo-bomba.

O Peróxido de Hidrogênio foi usado em diversas outras aplicações pelos alemães, como em submarinos e torpedos, mas o dispositivo mais freqüentemente empregado foi uma catapulta operada com uma mistura de 80-85% de H2O2 e uma solução de permanganato de cálcio.
Centenas destas catapultas foram produzidas e cada catapulta foram usada muitas vezes.

Pós segunda guerra mundial até os anos 80

Muitos projetos diferentes de propulsão envolvendo Peróxido foram lançados no Reino Unido, EUA e na União Soviética após a segunda guerra. O projeto mais bem sucedido foi provavelmente o do foguete Black Knight/Black Arrow, da Inglaterra, cujos foguetes foram produzidos pela Rolls Royce, o conceito foi baseado no princípio bipropelente, 83-87%no qual o H2O2 era utilizado como oxidante.
Nas fases iniciais dos projetos ingleses, o Peróxido de Hidrogênio ainda era produzido na Alemanha, somente mais tarde uma companhia inglesa, a La Porte, passou a frente na produção.O H2O2 era decomposto em um catalizador de prata e o querosene era utilizado como combustível orgânico.

A força aérea dos EUA e os fuzileiros navais usaram os motores propelidos a H2O2, após segunda guerra,o padrão utilizado de H2O2 em foguetes nos E.U.A tiveram concentrações de 90%.

A General Electric produziu um motor de foguete híbrido que consisitia em um catalizador de prata e o combustível orgânico era o polietileno.

Quando os motores a jato foram desenvolvidos após a guerra, os motores foguete de propulsão movidos a Peróxido no campo da aviação a jato tornaram-se obsoletos.

No campo da exploração do espaço, outros combustíveis com um impulso específico mais elevado substituíram o Peróxido de Hidrogênio. Estes sistemas novos eram muito mais complicados e caros e em muitos casos igualmente venenosos ou cancerígenos ou prejudiciais ao meio ambiente. Naquele tempo, estas coisas eram menos importantes do que ganhar a guerra fria e conquistar a lua!

O único campo militar que a propulsão do Peróxido sobreviveu à guerra fria foi com os motores de torpedo.

A produção regular de Peróxido de Hidrogênio para foguetes parou nos Estados Unidos, no meio dos anos 80.

Os anos 90 - presente

A boa notícia é que o Peróxido de Hidrogênio ganhou interesse nos anos 90, há muitas razões para isso, a mais importante é seu impacto ambiental mínimo, simplicidade da manipulação e custo baixo.Desde 1998 houve seis Conferências internacionais da propulsão a Peróxido de Hidrogênio, os cientistas civis e as organizações tais como a ESA, a NASA e as organizações russas cooperam abertamente e pacificamente neste campo.








Black Arrow - década de 60










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