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Vantagens do Peróxido de Hidrogênio
O peróxido de hidrogênio, apresenta algumas características que o tornam uma
escolha muito promissora para utilização em sistemas propulsivos, dentre as características
desejadas as mais importantes são:
• Muito versátil, podendo ser utilizado como monopropelente e como oxidante em
sistemas bipropelente;
• Com uma densidade maior que a maioria dos propelentes, necessita de um menor
volume de reservatório e consequentemente uma menor massa do satélite ou
veículo lançador;
• Menor toxidez que os demais propelentes, a exemplo da hidrazina ou do tetróxido
de nitrogênio;
• Elevada razão oxidante combustível, minimizando assim a necessidade de
maiores quantidades de combustível;
• Armazenável por longos períodos de tempo;
• Compatível com materiais de baixo custo, como alumínio e aço inoxidável;
• Baixo custo se comparado aos demais propelentes, além de ser produzido no
Brasil;
Apresentamos na tabela a seguir um comparativo de alguns propelentes mais utilizados e o
peróxido de hidrogênio utilizado tanto quanto monopropelente, bipropelente.
| Tipo |
Propelente |
ISP(s) |
| Monopropelente |
Hidrazina |
178 |
| Monopropelente |
H2O2(80%) |
123 |
| Monopropelente |
H2O2(85%) |
132 |
| Monopropelente |
H2O2(90%) |
140 |
| Bipropelente |
H2O2(80%+ Etanol) |
230 |
| Bipropelente |
H2O2(85%+ Etanol) |
235 |
| Bipropelente |
H2O2(85% + querosene) |
249 |
Disponibilidade e Custo do Propelente
O peróxido de hidrogênio é produzido atualmente no Brasil pôr empresas como a Degussa (100.000
toneladas/ano) e a Peróxidos do Brasil (120.000 toneladas/ano), este peróxido é comercializado em
concentrações de 35%, 50%, 60% e 70%.
A quantidade de Etanol produzido atualmente no Brasil é de 16 milhões de toneladas por ano.
A existência de um grande parque industrial instalado, a segurança no manuseio, a baixa toxidez,
baixo custo o domínio tecnológico fazem da mistura peróxido de hidrogênio etanol uma escolha certa para
sua utilização como propelente.
Desempenho Termoquímico
Os resultados de simulações termoquímicas nos mostram que os propelentes a base de peróxido
de hidrogênio / etanol tem desempenho bastante satisfatório.
A utilização do peróxido de hidrogênio em sistemas propulsivos tanto para controle de atitude
quanto propulsão principal tem recebido bastante atenção por parte de diversos programas espaciais na
Rússia, China, USA e Europa.
Em sistemas de controle, o desenvolvimento de novos catalisadores que adicionados em pequenas
quantidades ao combustível tornam hipergólica a ignição com o querosene ou o álcool etílico apresentam
uma alternativa de baixo custo e maior segurança operacional comparado com os sistemas tradicionais de
hidrazina, mono metil hidrazina e tetróxido de nitrogênio.
Esta alternativa torna-se especialmente atrativa para o Brasil que ainda não dispõe de infra-estrutura instalada para a operação e manuseio dos propelentes tradicionais, tóxicos, importados e de difícil manipulação.
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